
A porta da gaiola ficou
aberta e ele
não fugiu,
acostumou com a
porção de alpiste
e a gota d'água
que lhe davam
todos os dias,
pensava que o mundo
era só isto
e não sabia
o que fazer
com a liberdade,
preferiu não ariscar.
Voltou pro poleiro
e entoou
um canto triste.
Wanderley Elian
As vezes estamos tao acostumados com a mesmice que quando sentimos a liberdade ai em nossa frente ficamos com medo de senti-la, realmente isso acontece...
ResponderExcluirabraços!
Sim, amigo Wanderley.Às vezes nos acostumamos ou preferimos o frio da prisão, em vez de tentar um novo rumo, uma alternativa. Ou sonhamos com a liberdade e não sabemos o que fazer com ela. Voc~e me fez lembrar um de meus fçmes favoritos,"UM SONHO DE LIBERDADE". O cara passou tantos anos na cadeia, já saiu velhinho e quando conseguiu a liberdade, após a pena cumprida... se matou. Ele não sabia viver lá fora. Um abraço
ResponderExcluirMuito bonito Wanderley! A vida é assim mesmo, não temos certeza do que a vida pode nos proporcionar, então é melhor ficar com a que temos.
ResponderExcluirPra quem não tem nada a perder é mais fácil.
Beijos e ótima terça!!
Muito forte, na vida somos assim tambem, buscamos insistentemente o que chamamos ou acreditamos ser a liberdade,e quando ela enfim aparcece , nao sabemos o que fazer com ela, ou por medo, ou por ja termos nos acostumados com a prisão...meio que como uma fera que não aprendeu a caçar....abraços amigo e um belo dia pra ti...
ResponderExcluirO dilema do passarinho preso na gaiola, a incerteza!
ResponderExcluirbjs e boa terça!
pobre do SER q se acostuma com os grilhões q lhes são dados como verdades na vida e passa pela existência sem SER ...
ResponderExcluirprefiro toda a angústia do mundo que o ser SER me causa a passar minha vida na gaiola e me contentando com os conceitos de liberdade, do que SER, de como SER, entre tantos outros apregoados como VERDADES definitivas e supremas ...
;-)
Quantos vivem em gaiolas,mentes acomodadas,mãos atatas,tendo comida,guarida,a liberdade não tem sentido além do seu próprio horizonte.Um grande abraço.
ResponderExcluirAs vezes não era triste, as vezes a pessoa que o ouviu que o interpretou assim
ResponderExcluirTalvez o passarinho estivesse feliz ali e a concepção de liberdade de quem o viu fosse diferente da dele :)
Só um outro olhar mesmo
Pôxa, me sinto como este pássaro, aqui na rotina do meu dia a dia, entregue ao que tenho e a liberdade parece que não me atrai...que triste meu querido.
ResponderExcluirVocê mexe tanto com meu interior em tuas poesias, como agora que ao te ler uma dor veio aqui dentro e não tem como segurar a lágrima...
Beijos meu amigo.
Caro:
ResponderExcluirWanderley!
Por vezes prèsos, nos sentimos em liberdade no sobre tudo no, Mundo de hoge:
Parabèns
Abraço
Antònìo Manuel
As vezes Wanderley, não queremos a liberdade, nossa liberdade é estar preso, mesmo que só tenhamos alpiste e água e que nosso canto seja triste.
ResponderExcluirAbs.
Eu fui muito liberto sabe...rsr. É sério. Fiz de tudo..e sofri de tudo. Hoje tenho medo da liberdade...
ResponderExcluirabraços
Hugo