domingo, 31 de janeiro de 2010

Aniversário




Queridos amigos e amigas

Hoje, esse blog completa um ano de existência.
Através dele, entrei em contato com pessoas maravilhosas que mesmo não as conhecendo pessoalmente, aprendi a gostar e respeitar, tornando-as minhas amigas. Essa foi a minha maior conquista.
Quero agradecer a todos que carinhosamente gastaram um tempinho do seu dia para visitá-lo deixando, ou não, seus comentários sempre tão generosos. Cabe um agradecimento especial ao Paulo Braccini do blog "Enfim é o que tem pra hoje", pois foi ele que criou o blog e me deu de presente. Valeu D.
Espero continuar merecendo o carinho que venho recebendo ao longo desse um ano, e que muitos aniversários sejam comemorados, sempre tendo vocês como convidados para a festa.

Beijos
Wanderley Elian

sábado, 30 de janeiro de 2010

O leite derramado



"Mesmo depois do leite derramado
é importante pensar que a vida
continua e a vaca ainda não morreu"

Eno Teodoro Wanke

Wanderley Elian

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Premiação . Blog Destaque pela Gazeta dos Blogueiros

clique no Selo e confira

Parabéns!!! Seu blog acaba de receber o Troféu de Destaque da Semana GB 2010 na Gazeta dos Blogueiros.
Como prêmio o link do seu blog ficará exposto por 7 dias na página principal da GB.
Venha receber o seu troféu e garantir sua inscrição no The Best GB Janeiro 2010.
Gazeta dos Blogueiros

Como funciona: Fui indicado, juntamente com outros 09 blogs, e ficaremos expostos por uma semana do site Gazeta. A cada nova semana do mês de Dezembro outros serão destacados até que, na quarta semana do mês, 10 blogs serão selecionados dos 40 destacados para disputar, via voto popular, o "The Best GB". Vamos ver se chego para a disputa, mas só esta indicação presente já está valendo.
Agradeço à Gazeta dos Blogueiros pela honrosa distinção. Com imensa alegria e felicidade compartilho este prêmio com todos os amigos que, com todo carinho e amizade, acompanham este espaço.
Wanderley Elian

Percepção



Quando a porta
fechou
tudo ficou na penumbra,
apenas uma tênue
luz
entrava pela fresta
da janela.
Sobre a mesa
o diário em branco
onde ele deveria
ter escrito
sua história.
Agora,
já não sabe mais
o que escrever,
apenas chora pela vida
que passou lentamente
como areia de ampulheta
e ele nem percebeu
que chegara o
fim.


Wanderley Elian

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O travesti da Lavradio e o poema do segurança






Joyce era um travesti conhecido em todo o baixo meretrício da Lapa. Há três anos que brilhava na esquina da Lavradio com a Mem de Sá ,exibindo seus enormes peitos e bunda de silicone. Sua fama extrapolava as fronteiras nacionais e, de vez em quando, apareciam estrangeiros ricos pagando qualquer preço por uma noite com o transformista.
Uma noite, Joyce foi encontrado morto no terreno baldio atrás do prédio que fora uma delegacia. Tinha o corpo todo picado de faca, os pés esmagados e as pontas dos dedos amputadas. Seus colegas desesperaram-se e deflagraram um início de rebelião na área, que hoje é um dos principais pontos turísticos da cidade. A polícia chegou descendo o cacete e, na confusão, outro travesti foi baleado e morreu horas depois no Souza Aguiar.
Dizem que foi essa a situação que levou Antônio Rodriguez, segurança do Carioca da Gema, casa de show na Mem de Sá, a escrever um lindo poema sobre o acontecido. Um amigo de Antônio, que preferiu não se identificar, disse que Antônio era irmão do travesti morto durante a rebelião que se seguiu ao assassinato de Joyce.


Esse texto chegou às minhas mãos da maneira mais fortuita, que não convém revelar agora. Transcrevo abaixo o poema.




A morte e seus olhos tristes


a mancha rubra na parede
foi o beijo odioso da morte
sorriso destroçado
pela dureza do ferro
que reveste a maldade dos corpos


corpo picado de faca
como bruxas a queimar
no fogo frio do preconceito


duas moças turbinadas
de bunda dura e peitos fartos
morreram sem incomodar
a festa da juventude luzidia


ígneo-azul-outrora
que amarga a pizza
suculenta de nosso fracasso


amor morria em mim
como nuvens carregadas
que não chovem sobre a seca


glórias da dor
incendiaram-me os rins
e não tenho ouro
pra destruir o fígado


morreu a explosiva flor
da madrugada intrépida
morreu a outra que me beijava
secretamente no banheiro


deixem-me aqui-lonjuras
observando a queda irreversível
de mim em mim,
nas profundas do inferno
ar-condicionado dos bares de luxo
em que vendo meu sangue
infectado de poeta
por setecentos reais
no dia 30.


Miguel do Rosário


Wanderley Elian


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bons amigos




Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


Machado de Assis




Dedico este post ao amigo
Éric que vai se ausentar por
algum tempo.


Wanderley Elian













terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Humor





Briga entre Marido e Mulher
Em uma briga entre marido e mulher.
Ela: - Seu ordinário, safado, preguiçoso, vagabundo, mau caráter, imbecil, ordinário, idiota,
bêbado, burro, inútil...
Ele: - Gorda!



Fonte: Humor Tadela


Wanderley Elian

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Desastre




Há quem pretenda
que seu poema seja
mármore
ou cristal - o meu
o queria pêssego
Pêra
Banana apodrecendo num prato
e se possível
numa varanda
onde pessoas trabalhem e falem
e donde se ouça
o barulho da rua.
Ah quem me dera
o poema podre!
a polpa fendida
exposto
o avesso da voz
minando
no prato
o licor a química
das sílabas
o desintegrando-se cadáver
das metáforas
um poema
como um desastre em curso.


Ferreira Gullar


Wanderley Elian

domingo, 24 de janeiro de 2010

Simplesmente...



Simplesmente isto: eu me encontrei.
Simplesmente isto: eu sou eu, você é você.
É lindo, é vasto, vai durar.
O próximo momento é sempre incerto,
mas agora, só agora, olha para mim e me ama.
Não.
Olha para ti e te ama, é o que está certo.


Clarice Lispector


Wanderley Elian

sábado, 23 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Certeza, não vai doer!!!



Ele - Me dá.
Ela - Tenho medo
Ela - Nem te conheço direito.
Ele - passa a me conhecer, por isso estou aqui.
Ela - Você jura que quer mesmo?
Ele - claro, se estou a pedir e porque quero.
Ela - Você jura para mim?
Ele - Jurar o que?
Ela - que não vai doer.
Ele - espantado
Cruz credo.
Não sabia que amizade doía.


Apegaua


Fonte: Recanto das Letras


Wanderley Elian

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...







Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".


Luíz Fernando Veríssimo


Wanderley Elian



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Minha viagem

Meus amigos e amigas, resolvi mostrar pra vocês o lugar onde fui passa alguns dias de minhas férias. Esse distrito chama Milho Verde e fica a 300km de BH sendo 20 km de estrada de chão. Com uma população de 1500 pessoas simples e acolhedoras é cercado de montanhas e cachoeiras. Tem a melhor pinga, as mais animadas fogueiras e os melhores tocadores de viola.
Aí estão algumas fotos da cidade, cachoeiras, eu e minha amiga Rita (dona do melhor barzinho da cidade) e foto da Folia de Reis.







Beijos

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jogo da Amarelinha





Céu...
Inferno...
Céu...
Inferno...
Céu...
Inferno...
Céu - encontrei um grande amor
Inferno...
Céu... 
Inferno...
Céu...
Inferno - perdi meu grande amor.


Wanderley Elian

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A mortalha




Nessas noites frias e sepulcrais

As sombras dos corpos rastejam, lentas,

Em labirintos medonhos, sedentas

Pela luz de luzentes castiçais.

Pendem de sonolentas ossaturas
Restos de epidermes apodrecidas,
Vestígios de existências denegridas...
Manchas negras em burlescas pinturas.

Ao longe, um vulto indizível flutua
Na espessura leve, aérea, noturna,
E de forma vaga, em dança soturna,
Baila... difuso nos lumes da lua.

Com a veste triunfal, disfarçado,
— Mortalha soberba de muitos vultos —
No silêncio, no vinho, nos tumultos,
Caminha a desgraça... a morte do lado.

A esperança de encontrar sóbrias luzes
Guia seus passos, os falsos sentidos,
Na escuridão que aflige os desvalidos,
Na noite eterna, entre lajes e cruzes.


Abílio Mateus Jr.


Wanderley Elian

domingo, 17 de janeiro de 2010

É preciso




E preciso ter certeza
que valeu apena
mesmo que o resultado
não seja o
esperado.
É preciso ter coragem de
correr os riscos,
de tirar a máscar,
de manter o sorriso ,
de continuar
mesmo que 
tropece.
É preciso urgentemente
ser feliz.


Wanderley Elian

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

As mãos de Deus





Morreu na explosão
Me deixou sozinha
Chovia fazia sol
a gente sempre em casa
As pessoas comentavam
Que vida mais gostosinha
a de vocês
Dei sim, dei tudo
só para ele
Hoje, por grana,
pra todos)
Não roubo, não mato
mesmo assim me pergunto
se não faço algo de
errado
   


Francisco Alvim


Wanderley Elian


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O outro





só quero


o que não


o que nunca


o inviável


o impossível


não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível


só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível


não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível


eu quero
o outro


Chacal


Wanderley Elian


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cinema antigo








Se eu pudesse escolher o seu desejo
Eu queria renascer no seu amor
Todo dia pra você, todo dia só pra mim
Nosso dia vai durar eternamente
Quero apenas a promessa do seu beijo
Quero apenas um vintém do seu amor
E sonhar os sonhos seus
Dar adeus a todo adeus
Sem fantasia, um tempo só, um dia

Sueli Costa e Cacaso

Wanderley Elian


domingo, 10 de janeiro de 2010

As três peneiras




Olavo foi transferido de projeto.
Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com essa:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que...
Nem chegou a terminar a frase, e o chefe aparteou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras,  chefe?
- A primeira , Olavo , é a da Verdade.
Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei me contaram. Mas eu acho que...
Vamos então para a segunda peneira que é a da Bondade.
O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, chefe! - diz Olavo, assustado.
- Então, continua o chefe, sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da Necessidade.
Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe. Pensando desta forma, vi que não  sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.
- Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o chefe sorrindo e continua:
- Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo das Três peneiras:
Verdade - Bondade - Necessidade.


Baseado em Sócrates


Fonte:
Palavras Encantadas


Wanderley Elian

sábado, 9 de janeiro de 2010

Desejo de Amar





No silêncio das palavras
não ditas,
na canção que não se
ouviu,
no olhar que se
perdeu no horizonte,
na brisa que soprou
do mar,
em tudo que se
quis e não se
teve,
estava o forte
desejo de 
amar.


Wanderley Elian

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Alma








Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento. 

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

Fernando Pessoa

Wanderley Elian

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Espera




Conto os dias,
Conto as horas,
Canto um 
Canto triste.
No meu canto
te esperero,
não sei de onde virás,
mas a brisa
me avisa,
que  não tardas
a chegar.


Wanderley Elian






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